Quando acaba a experiência do Acampamento

Bastam cinco dias para o Acampamento terminar. O dia mais longo sem dúvida é o primeiro e o mais curto, o último. Nestes cinco dias, muita coisa se vive, mas “tudo que lá acontece, lá permanece”!

Quando terminaram os cinco dias do acampamento em que eu participei, em Iepê, meu coração estava sinalizando que algo de especial tinha acontecido. É verdade que eu me tinha disposto de viver intensamente cada momento que me seria proposto. Também queria prestar muita atenção em tudo que Deus poderia me dizer.

Os cinco dias vividos no sítio passaram muito rápido, não me recordava muito bem de tudo que o pregador tinha dito, não recordava mais com precisão a ordem das dinâmicas… O mais interessante foi que a primeira noite depois do acampamento eu percebi que meu coração estava diferente. Disto eu recordo muito bem. E naquela noite eu fiz um esforço enorme de tentar recordar tudo o que eu tinha vivido naqueles dias, para tentar encontrar o que tinha sido responsável pela mudança do meu coração.

Refiz todos os acontecimentos vividos e descobri. No início do acampamento eu havia desafiado Deus. Pelo terceiro dia, Deus responde desafiando-me! Tive medo, mas, depois de tremer um pouco, fui capaz de dar um salto na fé. E este foi o ponto principal. Ele me desafiou e eu respondi. Sem saber o que ia ser e o que iria acontecer. Este era o motivo de ter dilatado o meu coração, ou seja, eu havia respondido a Deus.

Quando terminou o acampamento eu voltei para casa, estava muito feliz e preocupado. Feliz pela experiência do amor e preocupado porque Deus me respondeu, mais ainda, porque Ele me desafiou.

Quando voltei para meus deveres do dia-a-dia, percebi que o meu coração, agora dilatado, deu-me condições de fazer as mesmas coisas de antes, porém, com mais sentido, com mais amor, mas, não sem medo. Contudo eu já tinha aprendido a lição, quando tenho medo, devo superar-me e preparar-me para outro salto na fé, sabendo que as mãos do Senhor não me deixarão cair.

Quando o acampamento terminou eu percebi que todas as coisas que aconteceram no sítio, naqueles cinco dias, tinham um reflexo ou uma incidência direta na minha vida. Isto é, o modo de como eu agi lá no era muito parecido com o meu modo de agir fora do acampamento. Esta foi a segunda conquista: se o meu modo de agir dentro do sítio era igual ao meu modo de agir fora, então significa que a transformação, as superações que aconteceram agora podem continuar a acontecer.

Por isso, quando pensava em o que escrever pensei em descrever “quando acaba um acampamento”. Meu acampamento ainda não acabou. A vida tem apresentado tantas surpresas, desafios e Deus me recorda naquele “grande desafio” descrito acima, que Ele sempre está comigo e que eu posso e devo saltar na fé. Assim tenho alimentado a minha bonita experiência de acampamento, reconhecendo que os cinco dias no sítio foram somente preparação para o verdadeiro e desafiador acampamento que ainda não acabou…

Pe. Rubens Rieg
Já foi Orientador Espiritual do Movimento, atualmente está morando em Roma

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