Por que celebramos o Natal no dia 25 de dezembro?

Ainda hoje, a questão histórica que envolve a data do nascimento de Jesus é motivo de conflitos e controvérsias. Contudo, a tradição da Igreja Católica consolidou a celebração litúrgica do Natal do Senhor no dia 25 de dezembro desde o século III. Embora seja um fato histórico, porque realmente aconteceu, vale ressaltar que a grandeza da Encarnação do Verbo transcende estes detalhes sobre a data no calendário oriental e ocidental. A onipotência, onisciência e onipresença divina sobrepõe qualquer limite. O que importa é a assimilação o mistério na vida e no coração.

Festa religiosa ou pagã?

Alguns historiadores atestam que os romanos utilizaram a importante festa de Natalis Solis Invictis (“Nascimento do sol invencível”) e cristianizaram a data como sendo do nascimento de Jesus Cristo. A celebração pagã se tratava de uma homenagem ao deus persa Mitra, muito popular em Roma, e era realizada no dia 25 de dezembro. As comemorações aconteciam durante o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. Contudo, parece difícil imaginar que os cristãos – que acabavam de sair da perseguição sangrenta do império romano –  quisessem adaptar festas pagãs ao calendário litúrgico.

Contudo, historicamente pode-se dizer que os cristãos pedagogicamente passaram a comemorar, nesse mesmo dia, o nascimento do verdadeiro Sol. Embasados na profecia de Malaquias, “Sol da Justiça que traz a salvação em seus raios” (Ml 3, 20), e em  textos do Novo Testamento como: “Luz para iluminar as nações” (Lc 2, 32).

Mais do que recordar o passado, torná-lo presente

O Catecismo da Igreja Católica ressalta que os mistérios de Cristo, celebrados na liturgia, são mais do que uma recordação de acontecimentos passados, mas uma atualização por meio da ação do Espírito Santo (CIC 1104). Portanto, quando a Igreja estipula a celebração do Natal do Senhor para o dia 25 de dezembro, a intenção não é evidenciar realidades históricas – que são importantes –, mas fortalecer a fé no que é essencial: Deus enviou seu filho ao mundo, que se encarnou no seio da Virgem Maria e nasceu em Belém.

Demais dados históricos estão evidenciados nos Evangelhos. O evangelista Lucas reforça o recenseamento de Belém e as personalidades históricas em exercício -, assim como por registros históricos em literaturas não-cristãs e pesquisas científicas.

A fé vem em auxílio a inteligência de cada cristão e atesta: Emanuel! Deus se fez homem, e nasceu em Belém!

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