GRATIDÃO – Pe. Jairson

Queridos

Minha mensagem de Natal vai ocupar seu tempo. Se não for ler até o final, vou entender. Mas, primeiro saiba que é fruto do meu amor pela humanidade e pelos mistérios divinos que estamos celebrando. Temos ouvido muito sobre de muitos personagens bíblicos e pessoas como nós, mas tem um casal em especial.
São os pais de Jesus. José e Maria são peregrinos. Os pastores são peregrinos. Os Reis Magos, os Apóstolos, os Santos… Somos todos peregrinos, pessoas num processo dinâmico. Cada um de nós deve caminhar corajosamente seguindo seu próprio ritmo, escalar suas próprias montanhas, descer seus vales, lutar por um caminho que é só seu. Eu sou eu, você é você. As vezes parece-nos mais seguro continuar na velha e conhecida trilha. O caminho menos percorrido parece ser mais arriscado. No entanto somos todos peregrinos, cada um a caminho na sua própria estrada. Ela não é igual para todos. Cada um de nós e dotado de um potencial imenso e único. Caminhando, temos que nos aventurar, correr riscos, ser rejeitados e magoados, cair e levantar de novo. Temos de aprender a superar as derrotas. É um caminho agressivo, amedrontador, desafiante. Eu creio que os peregrinos a caminho da terra prometida, da terra de Belém, da terra do Pão e da Paz, sejam acima de tudo, corajosos e persistentes. Às vezes, é como se apenas a determinação nos levasse a prosseguir. É muito tentador encontrar um lugar confortável e lá permanecer. Prosseguir depende daquilo que estivermos buscando. “Duas pessoas olhavam pelas grades da prisão. Uma via lama, a outra via estrelas.” Um amigo padre disse certa vez: “As pessoas estão sempre tentando explicar o mal, e há na verdade, muito mal a ser explicado. Mas existe um outro problema. Como explicar todo o bem que há no mundo?”. Meu amigo estava certo. Como explicar as pessoas que são fiéis as suas promessas, suas famílias, seus trabalhos, sua Igreja? Como explicar a dedicação humana, uma vida a serviço dos outros? Como explicar o cuidado e preocupação das pessoas uma pelas outras? Como servir em grupos e movimentos pessoas que nunca vi na vida? Como amar alguém pelo seu bem além dos laços de sangue? O bem em ação pode ser simplismente assim: tirar um cochilo num dia de chuva; marcar um horário para relaxar e refletir; fazer uma lista das coisas a serem feitas num dia determinado e cumprí-las; prestar um serviço a alguém, anonimamente; escrever uma canção ou um poema; cumprimentar, com sinceridade, alguém que nunca nos cumprimenta; dizer não a um pedido sem nos sentirmos culpados; gastar algum tempo conversando ou lendo um livro com uma criança; segurar a mão de alguém; tentar alguma coisa que pode falhar; ir devagar quando estiver com pressa; abrir mão de alguma coisa a que estamos apegados; conversar sobre política sem impor; amar e ouvir alguém que pensa diferente das minhas opiniões; rezar com alguém de outro movimento até quando necessário de outra Igreja nos encontros de família; dizer eu te amo; aceitar se o amor foi insuficiente; dedicar para amar suficiente e afetivamente; caminhar ou pedalar para gastar e abastecer energia boa da alegria; tomar um café no fim da tarde; apreciar a lua; interromper o fluxo das reclamações e dos medos; receber os amigos; imaginar o bem e exterminar a fofoca; aceitar os sentimentos e trabalhar as emoções; ouvir, falar, abraçar, olhar, cheirar a vida que nasce e trilhar o caminho, a verdade e o sentido da vida. Rezem por mim e contem com minhas orações. FELIZ NATAL E PASSOS DECIDIDOS E ENTUSIASMADOS NO CAMINHO DE 2020.

Assista o vídeo abaixo:
👉🏼 https://youtu.be/OYo6zKeWBxo

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