2º Estudo Bíblico

Introdução aos Evangelhos

Evangelhos

Definição:

  • A palavra Evangelho deriva do grego, é formada pela união de dois termos:

ευ”      – eu – que quer dizer “boa”

αγγελια”  – anguelia – que significa “mensagem”, “nova”, “notícia”.

  • Podemos definir a palavra Evangelho como as Boas Novas, Boas Notícias.

Evangelhos    (Sinópticos)

  • O termo sinóptico é derivado do grego e quer dizer “visão conjunta”. Ele é atribuído ao conjunto dos três primeiros Evangelhos: Mateus, Marcos e Lucas, justamente porque nestes livros há uma semelhança, ou uma visão conjunta sobre os fatos históricos.
  • O Evangelho Segundo João não é incluso no sinóptico, apesar de ser considerado um Evangelho, porque sua abordagem é do ponto de vista divino de Jesus. João dá mais ênfase ao Jesus divino que ao Jesus histórico, como o fazem os sinópticos.
  • Sinóptico é um termo teológico, você não o encontrará na Bíblia.
  • Por se tratar de registro dos mesmos episódios, devemos buscar as informações contidas nos três registros, assim teremos uma visão ampla da situação de acordo com todos os pontos de vista.

Evangelhos   (Correlação).

A CORRELAÇÃO entre os Evangelhos.

Acontece  quanto se visualiza todos os dados disponíveis de uma só vez, construindo assim um quadro completo do que aconteceu.    

Exemplo:

A mulher citada em Mateus 26.7 é Maria, irmã de Lázaro, se olharmos também para  João 12.3;

Evangelhos   (Jesus Cristo)

  • Os evangelhos foram escritos pelos discípulos do Senhor Jesus.
  • Os nomes dos Evangelhos estão relacionados aos nomes dos escritores que os escreveram.
  • Apenas dois, dentre os quatro escritores dos Evangelhos, tiveram contato direto com o Senhor Jesus.

Mateus (Mt 9.9) e João  (Jo 21.20-25).

Lucas  (Cl 4.14). Aparece depois, junto ao Apóstolo Paulo numa viagem  missionária.

Marcos  (Mc 14.50-52). Há quem acredite que ele seria aquele moço que correra nu na noite que o Senhor fora traído (Mc 14.50-52).

Os escritos de Lucas  e Marcos não perdem sua credibilidade, inclusive desde muito cedo, foram aceitos pela igreja primitiva como inspirados pelo Espírito Santo (II Tm 3.16,17).

Evangelhos   (Conclusão).

Nos Evangelhos encontramos vários estilos de documentos.  Eles podem ser considerados um resumo da vida de Cristo.

Os Evangelhos foram escritos para que creiamos no Cristo. Não tem como objetivo ser usados como dissertação sobre tratado científico, político, comercial, etc.

Voltemos à essência deste Sagrado Evangelho!

A Cultura nos Evangelhos.

A Hermenêutica(Hermenêutica é uma palavra com origem grega e significa a arte ou técnica de interpretar e explicar um texto ou discurso).afirma que Deus fala aos homens, através dos homens em contextos específicos.

Conhecer o contexto histórico, geográfico e cultural dos evangelhos, permite melhor interpretá-los.

A Cultura nos Evangelhos – Política.

  • Os Judeus estavam sob o julgo romano, e julgavam suas questões religiosas através do SINÉDRIO, não exerciam a pena capital, mas castigavam com as famosas “quarenta chibatadas menos uma” (Jo 18.31).
  • Romanos tributavam os judeus através dos PUBLICANOS.

Quatro línguas eram faladas: o latim, o grego, o hebraico e o aramaico. Cada uma destas línguas tinha uma razão de ser e eram ouvidas pelo povo em determinada circunstância.

A Cultura nos Evangelhos – Línguas.

4 línguas eram faladas:

O latim era a língua do império dominante na época, falada pelos soldados romanos, e pelos romanos, por isso era uma língua importante e que tinha sua razão de ser e existir na Palestina.

O grego era a língua culta, a língua universal, seria o equivalente ao inglês hoje, uma língua que serve de padrão para as comunicações internacionais. Não era a língua que a plebe falava.

O hebraico era a língua mãe dos judeus, mais religiosa que popular, ou seja, era mais usada no templo do que no dia-a-dia na comunicação entre as pessoas.

O aramaico era a língua popular da Palestina, os judeus passaram a falá-la após o cativeiro babilônico quando ficaram por setenta anos no cativeiro (Jr 25.11).

A Cultura nos Evangelhos – Infra-estrutura.

  • Roma recebia os impostos de todas as regiões do império (Mt 22.17-22).
  • Impostos para manter o império e seu exército e para financiar obras públicas. (inclusive as estradas).

A Cultura nos Evangelhos – Crenças.

  • Judeus eram monoteístas – após a destruição de Jerusalém em 586, justamente em conseqüência da idolatria dos judeus (II Cr 36.14-16).
  • Os Pagãos adoravam tudo o que achava no direito, eram politeístas. Eles possuíam um deus para cada ocasião,
  • As liturgias pagãs eram verdadeiras orgias, durante os cultos havia relações sexuais entre os sacerdotes, sacerdotisas e os “ofertantes”. Na cidade de Corinto havia um templo a Afrodite (Vênus) deusa do amor sensual com mais de mil prostitutas cultuais para satisfazerem os “adoradores”, tanto é que o nome corintianizar estava relacionado a entregar-se a prostituição.

A Cultura nos Evangelhos – Instituições e facções.

O Sinédrio

A Sinagoga

 

O Templo

A Cultura nos Evangelhos – Instituições.

O Sinédrio.

  • Era o concílio supremo que regia as questões religiosas dos judeus,
  • Procurava assemelhar-se ao grupo de anciãos que fora formado por Moisés para que o ajudasse no julgamento do povo (Ex 18.25),
  • Formado por setenta ou setenta e um homens dependendo de como era feita a contagem. Não podia decretar a pena capital (isto cabia ao Império Romano) por isso que levaram o Senhor Jesus diante de Pilatos o representante do Império Romano (Jo 18.31), a maior pena que aplicavam era a quarentena de açoites menos um (II Co 11.24).

 

 

As Sinagogas.

  • Surgiram durante o cativeiro babilônico para suprir a falta do Templo que fora destruído,
  • Era uma instituição com a finalidade de instruir os judeus em sua religião,
  • Ela poderia ser constituída em qualquer lugar; prova disso é que na maioria das cidades que Paulo visitou em suas viagens missionárias ele encontrou uma sinagoga para que ali pregasse (At 13.14;17.1,2).

 

O Templo.

  • Lugar aonde os judeus iam para oferecer sacrifício, e acabou virando lugar de comércio e este comportamento fora condenado pelo Senhor (Jo 2.13-16).
  • O Templo descrito nos evangelhos era o mesmo reconstruído após o retorno do cativeiro (536 a.C).

Continua no próximo encontro. Fiquem com Deus.

Acesse aqui, o 1º Estudo Bíblico

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