Esta equipe da Igreja pode ganhar a “Copa do Mundo” da solidariedade

Com o início da Copa do Mundo Rússia 2018, na qual seleções de 32 países buscarão a vitória, a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) decidiu apresentar sua própria equipe com objetivo de alcançar um triunfo da solidariedade.

Enquanto “todos os olhos estão na Rússia”, indicou ACN, “decidimos criar nosso próprio time”.

“São homens e mulheres que representam muitos outros ‘jogadores’ dos 140 países onde a ACN apoia os seus projetos pastorais – profissionais que dedicaram as suas vidas, longe dos holofotes ou aplausos das multidões, e lutam com todo o coração para ganhar um troféu ainda mais importante e que consiste em trazer felicidade àqueles confiados aos seus cuidados”.

A “equipe” mundialista da ACN é encabeçada pela “treinadora” Irmã Christine Joseph, que atende as pequenas comunidades cristãs na Índia. “No total, são cerca de 85 mil pequenas comunidades locais com 200 mil animadores ou líderes leigos”, assinala a Fundação pontifícia.

“A maioria dos católicos indianos pertencem às classes mais baixas da sociedade”, destaca. Por isso, a religiosa “percorre milhares de quilômetros” para “os ensinar, para os encorajar, dando o melhor de si”.

Como “goleira”, ACN convocou a Irmã Annie Demerjian. “Assim como a missão básica do goleiro é não permitir que aconteça gols, o dever vital da Irmã Annie é também ser ágil e flexível para afastar centenas de famílias dos ataques em Aleppo, Hasake e Damasco”.

“A sua missão principal é evitar que a fome, a solidão ou a doença ultrapassem a sua defesa e marque um gol, uma vez que ela é a última na linha de defesa”.

Um “zagueiro” é o Arcebispo de Bangui, na República Centro-Africana, Cardeal Dieudonné Nzapalainga. Trata-se, indicou ACN, de uma “posição essencial”, pois o Purpurado “é aquele que devota todas as suas energias para neutralizar a oposição”.

“Onde o ódio e a incompreensão procuram controlar o campo de jogo na República Centro-Africana, um dos países mais pobres do mundo, o Cardeal e Arcebispo de Bangui, capital do país, vai para o campo disposto a pôr a vida em risco e a responder aos ataques violentos dos rebeldes Seleka e Anti-Balaka – grupos radicais que inflamam o conflito inter-religioso no país”.

Outro “zagueiro” da equipe da ACN é o Bispo de Maidiguri (Nigéria), Dom Oliver Doeme.

“O Bispo de Maiduguri é sustentáculo da fé no norte da Nigéria, onde tem defendido e cuidado do seu rebanho. A sua diocese foi uma das que mais sofreu com os ataques do Boko Haram”.

Como “ponta esquerda” está Madre Maria Luján, religiosa argentina que trabalha no Paraguai e, com as irmãs da Congregação de Jesus Verbo e Vítima, “enfrenta todas as espécies de dificuldades. Preparadas para entrar e preencher todas as lacunas, elas respondem de todas as maneiras possíveis – a cavalo, de automóvel, de trator ou bicicleta – nada consegue impedi-las de chegar aos cantos mais remotos e inóspitos onde mais ninguém consegue chegar”.

“Rápidas e engenhosas, inspiradas pela Graça e pela Fé, de olho sempre na bola, seja a 4 mil metros de altura nas montanhas ou a mil quilômetros rio abaixo na floresta”.

Como “ponta direita”, ACN tem Pe. James Channan, um sacerdote dominicano “criativo, com uma grande capacidade de trabalhar em equipe e de driblar os seus rivais”.

“E isso não é fácil num país como o Paquistão, onde os cristãos enfrentam a discriminação e a marginalização. Pe. James é um jogador habilidoso com o objetivo de proteger a minoria cristã assediada no país”, assinalou a Fundação Pontifícia.

Como “volante”, ACN convocou para sua equipe Pe. Georges Jahola, que tem um papel “importante” na “organização da reconstrução das aldeias e cidades cristãs da Planície de Nínive”. O sacerdote “está lidando com a situação com grande destreza, preparado para entrar em campo como construtor, arquiteto, encanador ou eletricista… Como qualquer bom jogador do meio-campo, precisa fazer a jogada fluir bem”.

O “meia atacante” é Pe. Walter Coronel, que realiza seu ministério como missionário na Amazônia Equatoriana.

“Missionário na região da Amazônia, em áreas distantes da civilização e ameaçadas pelas cheias, Padre Walter recebeu a missão de seu bispo em coordenar a ajuda a milhares de vítimas do terremoto de 2 anos atrás. Agora que o pior passou está a dedicar-se à recuperação e reconstrução de capelas e igrejas, que são sempre o foco de nova esperança perante tamanho sofrimento”.

Na posição de “meia atacante”, ACN colocou também Dom Franjo Komarica, Bispo de Banja Luka (Bósnia e Herzegovina). “Ele se dedica a fortalecer a dimensão vertical, o contato com Deus (espiritual), mas também trabalha na dimensão horizontal, na caridade com os irmãos (ação), a fim de manter a presença católica do país viva. Um jogo complicado, difícil, mas que ele está disposto a fazer de tudo pela vitória. Dom Franjo não tem medo de falar a verdade ou ir à luta quando se joga de forma desigual”.

O “atacante” de Ajuda à Igreja que Sofre é Pe. Shields, um missionário norte-americano que “é o único sacerdote católico na Sibéria Oriental”.

“Está a cerca de 1.300 km da missão católica mais próxima e tem dedicado a sua vida à luta pelos mais esquecidos”.

“Ordenado no Alasca, o Pe. Shields trabalha nos últimos vinte anos na Rússia e a sua estratégia de jogo baseia-se na oração contemplativa diante do Santíssimo. Uma vez por semana, permanece um dia inteiro em oração no seu pequeno eremitério”, assinala ACN.

Como segunda “atacante”, ACN tem a Irmã Catarina, que, “na Papua-Nova Guiné, juntamente com as outras quatro religiosas da sua comunidade, “não só joga, como é uma notável finalizadora”.

“No coração da floresta tropical, na Diocese de Bereina, ela criou uma equipe de especialistas na educação de crianças e de jovens adultos. Muitos já aprenderam a ler, a escrever e a fazer contas graças ao trabalho incansável destas religiosas, que sabem armar contra o adversário e finalizar o jogo de forma limpa. Elas já estão ali há bastante tempo, mas não se deixam abater pelo trabalho duro e pelo cansaço”.

Finalmente, Ajuda à Igreja que Sofre assegurou que o “centro avante” são os “benfeitores”.

“Sem uma equipe equilibrada e unida, ninguém pode ganhar o jogo. E enquanto o resto da equipe prepara o plano de jogo, trabalha a sua estratégia e resiste aos ataques do time adversário, há mais uma coisa que é necessária – a sua ajuda!”.

“A sua oração, o seu conhecimento dos nossos projetos e o seu apoio podem ser, muitas vezes, o toque final necessário para o sucesso. Por isso, vamos jogar juntos! Junte-se à ACN nesta Copa do Mundo e ajude-nos a vencer!”, incentiva ACN.

Para colaborar com Ajuda à Igreja que Sofre e suas diversas iniciativas em todo o mundo, pode acessar AQUI.

Fonte: ACI Digital

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