Ano do Laicato: conheça os quatro campos do apostolado do leigo na sociedade

Ao silenciarmos nosso interior, podemos dar voz a um chamado específico dentro de cada um de nós, isto é, um convite para irmos além e realizarmos algo que dê sentido para a nossa existência. Essa é a voz de Deus que nos move rumo a missão pessoal que recebemos neste mundo, para que o Reino Dele seja propagado.

E aí cabe uma pergunta: corresponder a essa missão e nossa vocação específica é restrita somente aos padres e religiosos? A resposta é não, todos os leigos batizados são responsáveis pela tarefa de ser “Sal na terra e luz no mundo”, conforme o lema do Ano do Laicato, que teve início em 26 de novembro de 2017, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O desafio de ser “Sal na terra e luz no mundo”

O compromisso de cada leigo passa pela necessidade de descobrir e inventar meios para impregnar, com as exigências da doutrina e da vida cristã, as realidades sociais, políticas e econômicas (cf. Catecismo da Igreja Católica, 899). Se pensarmos em um exército, podemos imaginar que cada leigo é a linha de frente da batalha, como verdadeiros soldados, saindo em missão.

Assim ressaltou o papa Francisco, na saudação da abertura do Ano Nacional do Laicato, na qual ele exorta sobre a nova saída missionária: “Não podemos ficar encerrados na nossa instituição paroquial ou na nossa instituição diocesana, quando há tanta gente esperando o Evangelho!”

Como corresponder a essa responsabilidade?

O papa também apontou caminhos para que cada leigo possa cumprir o seu papel, especialmente neste momento histórico que o Brasil vive, “onde a corrupção e a desigualdade deem lugar à justiça e solidariedade”.

Trata-se de um apelo antigo, cujo marco histórico se deu com  o Decreto Apostolicam actuositatem (Sobre o apostolado dos leigos), proclamado pelo papa Paulo VI (1965). O documento descreve a missão do leigo na sociedade, em suas diversas formas e modalidades de apostolado na Igreja, que consiste em “atuar como verdadeiros cooperadores de Cristo”, (…) “para que a mensagem da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens da terra”.

Confira os 4 campos de apostolado dos leigos, segundo o Decreto:

Na família –
“Foi a própria família que recebeu de Deus a missão de ser a primeira célula vital da sociedade. Cumprirá essa missão se se mostrar, pela piedade mútua dos seus membros e pela oração feita a Deus em comum, como que o santuário doméstico da Igreja”;

Os jovens –
“Eles mesmos devem ser os primeiros e imediatos apóstolos da juventude e exercer por si mesmos o apostolado entre eles, tendo em conta o meio social em que vivem”;

O apostolado social
“Nesse campo do trabalho, da profissão, do estudo, da residência, do tempo livre ou da associação, são eles (os leigos) os mais aptos para ajudar os seus irmãos”

O apostolado na ordem nacional e internacional
“Os católicos sintam-se obrigados a promover o bem comum na dedicação à pátria e no fiel cumprimento dos deveres civis, e façam valer o peso da sua opinião de modo a que o poder civil se exerça com justiça e as leis correspondam aos preceitos morais e ao bem comum. (…) Lembrem-se todos aqueles que trabalham em nações estrangeiras ou lhes prestam auxílio, que as relações entre os povos devem ser um verdadeiro convívio fraterno. (..) Aqueles, porém, que viajam ou por causa de obras internacionais, ou por negócios ou por motivo de descanso, lembrem-se que são também, em toda a parte, pregoeiros itinerantes de Cristo e procedam como tais”.

E aí, vai encarar o desafio? Busque orientação espiritual e coloque seus dons a serviço de Deus!

Por Dominus Comunicação

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