Como anda a Vida religiosa na Igreja em 2019?

No dia 2 de fevereiro, a Igreja celebra a festa da apresentação do Senhor no Templo. Segundo o Evangelho, José e Maria se dirigem para cumprir o preceito de consagrar seu primogênito a Deus, levando como oferta duas rolinhas, a oferta dos mais pobres. Nessa celebração a Tradição uniu o dia da Vida Religiosa. Religiosos são os membros da Igreja que professam os votos de pobreza, obediência e castidade, vivendo em comunidade ou solitários, um carisma próprio de seguimento radical a Jesus Cristo.

No jardim da Igreja – como costumava falar a religiosa carmelita santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face – há uma infinidade de flores, cada uma com um carisma particular, uma história fundante, práticas e regras singulares com o mesmo propósito de continuar a missão de Jesus Cristo na terra, difundindo o Reino de Deus.

Nas últimas estatísticas da Igreja (pesquisa feita em 2016 pelo Annuarium Statisticum Ecclesiae), os religiosos professos não sacerdotes somavam o número de 52.625, estando sua maioria na Europa, e sendo a Oceania o continente com menor expressão. Já as religiosas são o grupo de maior peso numérico em relação às vocações masculinas, sejam clericais ou religiosas. Esse número se torna ainda mais expressivo quando levamos em consideração que o total de freiras (659 mil) representa 59% a mais do que a população sacerdotal (414.969).

O que o Papa Francisco tem falado para a vida Religiosa?

Com o passar dos anos, a vida religiosa foi encontrando-se na vida da Igreja como parte integrante e dinâmica de sua ação evangelizadora e espiritual. O atual pontífice, Papa Francisco é religioso da Companhia de Jesus, congregação jesuíta. Sendo assim, desde suas primeiras aparições ele se dirige aos consagrados e consagradas da Igreja, com palavras de ânimo e sabedoria.

Já no dia 2 de fevereiro de 2014, nos primeiros anos do seu pontificado, seu magistério lançou pela Congregação para os institutos de vida consagrada e sociedades de vida apostólica, uma Carta circular, intitulada Alegrai-vos, dedicando um ano inteiro para a Vida Consagrada, no qual sua santidade evocava que a oferta de vida dos religiosos não fosse só o cumprimento de normas e ações de missão, mas, acima de tudo, pudesse transparecer a alegria de quem encontrou Jesus, e por isso ia ao encontro dos irmãos mais necessitados. “Onde quer que haja consagrados, aí está a alegria!”, foram as palavras do santo padre.

Não tenham medo!

Os anos se passaram, mas o zelo pastoral do Papa Francisco pelos religiosos continua, sobretudo diante da crise vocacional pela qual muitas congregações vem passando. Na última comemoração do dia da vida consagrada o santo padre posicionava a vida religiosa diante do consumismo moderno. “Enquanto a vida do mundo procura acumular, a vida consagrada deixa as riquezas que passam, para abraçar Aquele que permanece”, afirmou. Preocupado ainda com a rotina frenética dos nossos tempos, ele dizia: “Deixar-se encontrar por Jesus, fazer encontrar Jesus: é o segredo para manter viva a chama da vida espiritual. É o modo para não ser absorvido numa vida asfixiadora, onde prevalecem as queixas, a amargura e as inevitáveis decepções”.

Neste ano, no seu encontro com os jovens no Panamá, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, Francisco, conclamando a juventude a viver a aventura de uma oferta de vida radical e alegre como é a vida religiosa, disse: “Pedro e a Igreja caminham convosco e queremos dizer-vos que não tenhais medo, que prossigais com esta energia renovadora e esta inquietação constante que nos ajuda e impele a ser mais alegres e disponíveis, mais testemunhas do Evangelho”,.

Portanto, neste dia tão especial, sejamos dóceis em ouvir a voz de Deus e não tenhamos medo dos caminhos pelos quais ele nos motivará a trilhar.

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