5 coisas que São João Batista nos ensina sobre evangelizar

São João Batista é um dos santos mais conhecidos no Brasil, em especial na região nordeste do país, onde os moradores dedicam praticamente o mês de junho inteiro às festividades em honra  ao santo.

Ele nasceu em 24 de junho, em Ain Karim, a oeste de Jerusalém, em uma família sacerdotal, ou seja, que servia ao Senhor no Templo e que foi educada nos princípios bíblicos. Seus pais, Zacarias e Isabel, prima de Maria, a Mãe de Jesus, conceberam na velhice e na condição de esterilidade de sua mãe. Seu nome significa “filho da misericórdia” e já designava o que ele seria quando crescesse.

Por volta do 15º ano de Tibério (28-29 d.C.), João assume sua missão de pregar e batizar os discípulos nas águas do rio Jordão. É a partir daí que ele vive uma intensa evangelização que perdura até a chegada de Jesus, a quem batizou e revelou como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Cf. Jo 1, 29).

Veja o que João Batista nos ensina sobre a evangelização e como evangelizar.

1 – Preparar os caminhos do Senhor

Antes mesmo de João Batista encontrar-se com Jesus para batizá-lo ele já preparava os discípulos para que seguissem os passos do Mestre. Isso causou um certo estranhamento nas autoridades da época, mas ao ser interrogado se ele era o Cristo, respondeu ser uma voz que clama no deserto “Endireitai o caminho do Senhor” (Cf. Jo 1, 23).

O discípulo e missionário de Jesus deve saber inserir nos caminhos do Senhor todos aqueles que estão sendo evangelizados. Isto é necessário para que a pessoa evangelizada não confunda a ação de Deus em sua vida como a ação do evangelizador e, assim, Cristo seja o protagonista de toda a obra.

João aplainava os caminhos, também nós, devemos abrir os caminhos da fé àqueles que estão perdidos no mundo, que estão presos ao pecado e não conseguem perceber a ação misericordiosa de Cristo que está à sua volta.

2 – Evangelizar com humildade

Ainda diante da pergunta feita a João Batista, descrita no ítem acima, percebemos que ele nos ensina outra via de evangelização, a da humildade.

Um cristão deve trazer dentro de si a graça da humildade para exercer bem a sua missão de evangelizar sem trazer para si próprio sentimentos de orgulho, de prepotência e de auto satisfação pelos resultados positivos alcançados com a evangelização.

O profeta chegou a obter êxito em sua missão porque viveu muito bem o reconhecimento de quem ele era e a quem anunciava, o Cristo, que viria libertar  a humanidade das amarras do pecado.

3 – Batizar na evangelização

Sabemos que o batismo pregado por João se dava nas águas do Jordão e convocava todos à conversão. E na evangelização, qual seria o batismo que teríamos que pregar? É o próprio João quem nos responde: “Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo” (Mc 1, 8). Somente o batismo no Espírito tem poder para transformar o coração do homem de hoje.

É urgente o apelo de Deus à conversão, a mudança de atitudes e de vida. Contudo,  essa transformação não ocorrerá mediante a imposição de regras e de valores. A conversão se dá pela vivência particular do amor misericordioso de Deus. É pela via da misericórdia que devemos evangelizar, assim como nos ensinou São João Paulo II: “o mundo será evangelizado pela misericórdia”.

4 – Evangelizar e partilhar

Além de preparar os caminhos e batizar os discípulos, o profeta os ensinou sobre a necessidade da partilha. Diante da pergunta “Que devemos fazer?”, feita pela multidão que o ouvia falar o apelo de conversão, relata que “quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo” (Lc 3, 10-11).

Com esse ensino, João Batista nos apresenta uma proposta de evangelização muito clara: a partilha. Quem quer seguir Jesus e anunciá-lo deve desprender-se do que tem e dar aos pobres. Foi essa a proposta feita por Jesus ao jovem rico que já vivia todos os mandamentos, mas estava limitado pela posse de bens (Cf. Mt 19,16-30), algo que também João já pregava.

5 – Evangelizar é enfrentar provações e perseguições

O martírio na vida de João se fez notória desde que ele foi morar no deserto. Era claro que sua vida seria marcada por grandes provas. Lá ele se alimentava de mel silvestre e gafanhotos. Mais tarde, sua morte é caracterizada por um martírio cruel. Herodes, por ocasião de seu aniversário, ofereceu um banquete aos grandes da corte da Galileia. Convida a filha de Herodíades, sua mulher, para dançar para os convidados. Após a dança, ele lhe faz uma promessa de conceder-lhe o que ela pedisse. Influenciada pela mãe a jovem pede a cabeça de João Batista em uma bandeja. (Cf. Mc 6,17- 29)

O que aconteceu com São João Batista, ocorre atualmente com muitos cristãos, obviamente, não da mesma maneira. Nos deparamos, quase que diariamente, com notícias sobre cristãos perseguidos. De acordo com o Documento Perseguidos e esquecidos – Relatório sobre os cristãos oprimidos por causa da fé entre 2015 e 2017”, elaborado pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), nos últimos dois anos houve um aumento expressivo em países do Oriente Médio como Iraque e Síria, onde têm acontecido um verdadeiro genocídio aos cristãos.

Há também outras mazelas que martirizam toda a Igreja, como os  crescentes investimentos em  filosofias que tendem a diminuir e a menosprezar o gênero humano ou com claras  ideologias que abertamente dizem “não” ao evangelho e ao cristianismo.

Para nós, os “João Batistas” de hoje, resta-nos nos deixarmos martirizar em nome de Cristo. Esse martírio significa viver amando mais a Deus do que a si próprio e dar-se mais ao outro em amor, misericórdia e perdão. E, como São João Batista, dizer: “Importa que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3, 30).

Agora que você conheceu um pouco mais sobre São joão Batista e sua forma de evangelizar, que tal partir para a evangelização? Peça a intercessão deste grande santo e anuncie o evangelho.

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